Perguntas Frequentes

Perguntas Frequentes

1. Dr., levantei da cama e a coluna travou. O que devo fazer?

Se você travou de forma importante, sente uma dor que está irradiando pra perna e te impossibilitado de andar, por favor, não faça uso de qualquer medicamento sem orientação médica.

Procure uma emergência para ser devidamente avaliado e medicado.

Noventa e nove por cento desse tipo de ocorrência resultam de uma contratura muscular, uma distensão (ou estiramento muscular, que acontece quando um músculo é esticado além de seus limites normais)...

Outras causas, no entanto, podem estar por trás dessa rigidez e dor que limita o movimento.

2. Dr., minha memória anda falhando. O que pode estar acontecendo?

Episódios de esquecimento não são raros e acontecem em qualquer fase da vida.

Por quais razões? Podem ser muitas: informação demais, pois há um limite de dados que conseguimos processar por dia; o estresse, que normalmente nos impede de prestar atenção às informações; o passar dos anos, visto que ocorre uma perda neuronal natural relacionada ao envelhecimento e à redução da plasticidade neuronal; maus hábitos, como a privação do sono e a alimentação inadequada, que prejudicam a nutrição do cérebro; remédios, como efeito colateral; traumas, já que a memória está atrelada a aspectos emocionais...

Diante das possibilidades aqui listadas, avalie quais podem estar produzindo suas falhas de memória, atrapalhando o seu dia a dia e, claro, tente fazer por onde reverter o quadro.

3. Dr., tenho sentido muita tontura. O que será?

Sensação de que vai desmaiar subitamente, impressão de que o ambiente está girando... A tontura é um sintoma muito comum e, por causa disso, muitas pessoas acabam por ignorá-lo.

Acontece que essa alteração momentânea da consciência pode indicar uma série de problemas de saúde. Entre as causas podem estar hipertensão, reumatismos, diabetes, aterosclerose, infecções por vírus ou bactéria, problemas de coluna, quadros psicológicos etc.

Portanto, nem todo quadro de tontura é consequência de uma labirintite, como muitos julgam, e, deste modo, mais uma vez, vale o alerta quanto à corriqueira automedicação.

Caso sinta tonturas frequentes, busque ajuda médica e, se a crise de tontura for intensa, peça que alguém te leve a um pronto-socorro.

4. Dr., minha dor nas costas pode ter a ver com estresse?

O estresse pode, sim, ter relação com as dores nas costas que você vem sentindo.

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Isso porque, quando estressados, liberamos hormônios como o cortisol, que aumentam o fluxo sanguíneo e a percepção da dor. Além disso, o estresse causa tensão muscular, sendo os músculos das costas e do pescoço os mais sensíveis ao problema.

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O alívio pode chegar com a realização, por exemplo, de exercícios que fortalecerão a musculatura e aumentarão a produção de endorfina, que proporciona sensação de bem estar.

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Tenha em mente, portanto, que a maneira como as emoções afetarão sua coluna dependerá também de sua capacidade de administrar as tensões cotidianas.

5. Dr., dor no ciático é coisa de idoso?

Não, não. O nervo ciático pode gerar incômodos em qualquer momento da vida.

Embora alguns problemas típicos do envelhecimento, de fato, tornem os idosos mais propensos a sofrer com as dores do ciático, uma batida ou uma hérnia de disco podem causar o mesmo efeito.

Osteoartrites, tumores e alterações no volume muscular, sobretudo no músculo piriforme (glúteo), são outras possíveis causas.

6. Dr., posso beber, mesmo tomando remédios?

São perigosas as interações entre bebidas alcoólicas e vários tipos de remédio. Isso porque, o etanol é um depressor do sistema nervoso central.

Deste modo, seu consumo associado à ingestão de fármacos pode potencializar as ações ansiolíticas e a desinibição comportamental, sedação adicional, além de potencializar o risco de sangramento gastrointestinal, aumentar o risco de lesão hepática, induzir à intolerância (especialmente de analgésicos) e causar a eliminação mais rápida do remédio pelo organismo.

7. Dr., qual é a diferença entre os medicamentos originais, de marca e os genéricos?

Os populares medicamentos "de marca", na verdade, são denominados "de referência".

Os genéricos são "cópias exatas" deles, mas só são produzidos quando a patente dos primeiros expira. Além disso, são identificados por uma tarja amarela com um "G".

Há também os similares. Estes se diferem na forma de apresentação - são vendidos com nomes comerciais, não com os nomes dos princípios ativos na embalagem (como os genéricos) - e na duração em prateleira (data de validade).

Tanto os genéricos quanto os similares são mais baratos do que os medicamentos de referência, porque neles não estão embutidos os custos de pesquisas e desenvolvimento.

É bem verdade que, por vezes, no entanto, um dado tratamento demanda a utilização do medicamento de referência. Assim, consulte sempre seu médico.

Logo, tomar remédios e consumir bebidas alcoólicas pode, no mínimo, prejudicar a eficácia dos medicamentos.

8. Dr., qual é a conexão entre o cérebro e a saúde intestinal e digestiva?

Quando há acúmulo de estresse, por ordem do sistema nervoso central, ocorre maior liberação de adrenalina e cortisol, que desequilibram todo o funcionamento do sistema digestivo. Pode haver um inchaço do estômago, provocando dores, sensação de empachamento e gases que causam arrotos; irritação da membrana interna do estômago; aumento de acidez da secreção gástrica, gerando mal-estar, dores, sensação de queimação, indigestão, ânsias e vômitos; alteração dos músculos intestinais, causando diarreia e/ou prisão de ventre, além de mudanças de humor, ansiedade e fadiga.

9. Dr., medicamentos podem afetar a memória?

Sim. Também atrapalham a memória: a ansiedade, que prejudica a atenção e a concentração, etapas anteriores à fixação da memória; a depressão, haja vista a falta de interesse e de motivação para fazer as coisas e/ou de aprender coisas novas; os transtornos do sono; e as síndromes metabólicas, como a anemia, os problemas no fígado ou na função da tireoide.

O excesso de hormônio tireoidiano, vale informar, pode provocar insônia, ansiedade, nervosismo, enquanto sua falta causa sonolência e cansaço. Todos esses fatores interferem no bom funcionamento da memória.

Portanto, se sua memória começar a falhar com frequência, mesmo não atrapalhando a execução de suas tarefas diárias, procure um especialista para investigar as possíveis causas.

10. Dr., sinto uma dor no pescoço que irradia para os braços. O que pode ser?

Fique atento. Pode ser sinal de hérnia de disco cervical, cujos sintomas são sensação de formigamento, além de dor e dormência no pescoço, que pode se espalhar para os ombros, braços e mãos.

Nos casos mais graves, observa-se ainda redução da força muscular e dificuldade para movimentar o pescoço.

As vértebras, vale explicar, são separadas por discos fibrosos, de núcleo gelatinoso, com a função de amortecer impactos. Quando esse núcleo vaza na região do pescoço, caracteriza uma hérnia cervical, que pode atingir tanto um nervo quanto a medula espinhal, principal via de comunicação entre o cérebro e o resto do organismo.

O segundo caso, portanto, é extremamente sério, podendo levar à perda de movimentos.

O problema costuma ocorrer, principalmente, em indivíduos com predisposição genética. No entanto, pode surgir após um esforço físico e brusco e devido à má postura. Ao curvarmos em demasia a cabeça para usar o celular, por exemplo, prejudicamos a cervical.

O tratamento é conservador, recorrendo-se à cirurgia apenas quando há compressão medular e déficit neurológico.

11. Dr., devemos puxar e/ou segurar a língua de uma pessoa em crise epiléptica?

Não. Esse, aliás, é um dos muitos mitos relacionados ao problema. Há ainda quem acredite que a doença seja contagiosa, que pessoas com epilepsia não podem ter filhos, não podem dirigir...

Quando em crise, importante informar, o recomendado é virar a pessoa de lado e apoiar a cabeça dela, além de afastar objetos ao redor, pra que ela não se machuque, e espere por cinco minutos até a crise passar. Caso a crise dure mais tempo, o melhor a fazer é chamar o serviço de emergência.

Vale salientar, por fim, que medicamentos podem controlar a epilepsia e que cerca de 10% da população podem ter uma crise epiléptica durante a vida devido a meningites, tumores, traumas, acidentes e alterações orgânicas (insuficiência dos rins e alterações glicêmicas).

12. Dr., a incontinência ou retenção urinária pode ter a ver com o sistema nervoso?

Se o seu ginecologista já investigou possíveis causas ginecológicas e nada encontrou ou, no caso dos homens, o urologista afastou problemas urológicos relacionados ao sistema de micção, pode ser que a razão da incontinência ou retenção urinária seja neurológica, sim. A bexiga costuma funcionar de maneira excessiva, por exemplo, em pacientes que sofreram um traumatismo na coluna vertebral. E há outras possibilidades.

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